As Grandes Navegações foram impulsionadas graças a decadência do feudalismo na Europa e avanço de um novo modelo de poder econômico, o mercantilismo. A partir desse momento, vários países da europeus passaram a buscar novas formas de expandir suas riquezas, principalmente através de metais preciosos como ouro e prata, além de encontrar novas rotas comerciais para regiões distantes como a Ásia. De tal forma, Portugal e Espanha foram os pioneiros nessa aventura marítima, acabando por encontrar o Novo Mundo, território que depois passaria a se chamar América.
A partir do Tratado de Tordesilhas (1494), as duas nações dividiram esse novo espaço a ser dominado, construindo seus impérios em cima de violência, escravidão, opressão e morte dos povos indígenas e de escravizados trazidos do continente africano. A empreitada colonial vai muito além da simples exploração econômica, foi uma forma de imposição do pensamento eurocêntrico, isto é, a ideia que a Europa é o centro do mundo e que outras culturas seriam inferiores. Em 1500, Pedro Alváres Cabral chega ao litoral brasileiro e proclama a terra à Coroa Portuguesa, chamando-a Ilha de Vera Cruz.
A partir de 1530, Portugal deixa de usar o Brasil apenas como um ponto estratégico de abastecimentos nas suas rotas comerciais para a Ásia e fixa de vez sua estadia nas terras brasileiras com receio de perder o domínio do território para outros europeus.