Era véspera de Natal na pequena Vila das Neves. As casas estavam iluminadas, as crianças riam pelas ruas e o cheirinho de biscoito de gengibre vinha das janelas. No alto de uma árvore muito especial, vivia Estrelinha Brilhante, a menor estrela do enfeite da praça.
Todos os anos, a Estrelinha via as outras luzes piscarem fortes e coloridas. Ela também brilhava, mas achava que ninguém percebia seu pequeno clarão. Seu melhor amigo, o esquilo Pipoca, sempre tentava animá-la:
— Você brilha do jeitinho certo!, dizia ele, oferecendo uma noz.
Mas naquela noite, algo aconteceu. Um vento forte soprou pela vila e apagou todas as luzes da grande árvore. As pessoas ficaram tristes, porque era ali que o Papai Noel chegaria para entregar os presentes.
Assustada, Estrelinha Brilhante olhou para Pipoca.
— E agora? A vila precisa de luz!
O esquilo pensou rápido e respondeu:
— Tente brilhar com todo o seu coração!
Estrelinha fechou os olhinhos e se concentrou. De repente, uma luz forte e quente saiu dela, iluminando toda a árvore. As outras luzes, uma por uma, voltaram a acender.
As pessoas comemoraram, e Papai Noel apareceu sorrindo:
— Ho, ho, ho! Ob